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Resenha da HQ Martin Mystère: O matador irrefreável

Em
20 setembro, 2019
Por Dora Sales
Resenha da HQ Martin Mystère: O matador irrefreável


Olá Lebres! A resenha de hoje é mais um volume de Martin Mystère: O detetive do impossível escrita por Paolo Morales e desenhada por Fabio Gramaldi, intitulada O matador irrefreável, é a segunda parte de duas histórias que compõem este arco investigativo. Vamos ler a resenha?
Resumo da obra: Às vezes, os melhores aliados são aqueles dos quais seria mais sensato manter distância. O mesmo acontece com Martin, que, empenhado na conclusão de sua aventura, é acompanhado na investigação por um assassino impiedoso e incansável, um verdadeiro ás na manga a sacar quando o BVTM enfrentar um adversário cruel, que não pensa duas vezes para colocar em grave perigo a vida de Diana.
Capa da HQ Martin Mystère: O matador irrefreávelRoteiro: Paolo Morales
Desenhos: Paolo Morales, Fabio Grimaldi
Tradução: Júlio Schneider
Letras: Silvia Lucena 
Editores: Dorival Vitor Lopes
Número de páginas: 98
Editora: Mythos Editora
Volume: 9
Preço de capa: R$ 26,90
Minha Avaliação: 

Em O matador irrefreável conferimos o fim do arco de Peter Schubert e Martin Mystère em busca por respostas sobre a morte de Bobby Schubert e sua esposa. Apesar da promessa feita a Martin de que não mataria ninguém durante a jornada, conforme o caso avança, Schubert começa a perder o controle e a preocupar Mystère.

Coisas terríveis ocorrem com quem mexe com pessoas poderosas, logo, durante a ausência de Martin, sua esposa Diana é levada pelos assassinos de Bobby e desejam encontrar o detetive para fazer uma troca. Martin é pego na armadilha e nos é revelado quem está por trás de tudo, trata-se de Max Barry, o astro emergente da eletrônica, que comprou o instituto Mendel, lugar em que Bobby trabalhou.

Enquanto distrai a atenção de Max Barry, Martin terá que encontrar uma forma de tirar Diana do local e impedir que os cientistas de colocarem o experimento de agressividade em prática.

A edição da Mythos Editora é um lançamento de 2019, está em formato pequeno (21x16), em capa cartão e lombada quadrada. Possui ao todo 98 páginas e sendo originalmente publicada em Martin Mystère nº 229, em abril de 2001, Itália. A edição conta com prefácio escrito por Júlio Schneider, recapitulando a história do personagem.

Sobre o Autor
Paolo Morales
Paolo Morales [Via: Google]
Paolo Morales foi um roteirista nascido em 23 de agosto de 1956, em Roma, Itália. Começou a desenhar bem jovem, e teve seus primeiros trabalhos publicados por intermédio do estúdio Giolitti, em 1978. Começou a trabalhar com a SBE em 1991, desenhando Martin Mystere. Faleceu em janeiro de 2013, deixando inúmeros roteiros inéditos que aos poucos vem sendo lançados.

Mas e aí? Conhecem o personagem Martin Mystère? Já leram algum de seus quadrinhos? Estão acompanhando as publicações da Mythos Editora? Deixem suas opiniões nos comentários e até a próxima postagem!
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Resenha da HQ Os livros da magia

Em
18 setembro, 2019
Por Dora Sales
Resenha da HQ Os livros da magia

Olá Lebres! A postagem de hoje é a resenha uma HQ que eu estava ansiosa para ter na coleção. Os Livros da Magia é mais uma obra de Neil Gaiman resenhada aqui no blog, desta vez com as artes de quatro desenhistas incríveis. A HQ foi publicada entre 1990 e 1991 e conta a história do jovem mago Tim Hunter em suas aventuras. Vamos conhecer melhor a obra?
Resumo da obra: Timothy Hunter é um típico garoto de treze anos de idade que passa suas tardes assistindo à tevê e andando de skate. Mas ele é diferente de praticamente todos os outros adolescentes do planeta e está prestes a descobrir o porquê. Resumindo em uma palavra: magia. Tim não acredita nela, mas a magia certamente acredita nele – pelo menos o suficiente para que alguns praticantes já estejam planejando sua morte. Mas, pra sorte do garoto, ele também tem aliados nos planos sobrenaturais. Quatro dos maiores e mais misteriosos magos juraram protegê-lo e instruí-lo, e cada um deles está preparando uma jornada para demonstrar os perigos e as recompensas da magia. E, acima de tudo, lhe mostrarão o preço.
Capa da HQ Camelot 3000Roteiro: Neil Gaiman
Desenhos: John Bolton, Scott Hampton, Charles Vess, Paul Johnson 
Cores: Tatjana Wood
Tradução: Fabiano Denardin e Érico Assis
Letras: Daniel de Rosa 
Editores: Fabiano Denardin
Número de páginas: 208
Editora: Panini
Preço de capa: R$ 54,90
Minha Avaliação: 

Os livros da magia é uma minissérie dividida, inicialmente, em quatro partes, cada parte contanto com a arte de um artista diferente. Na história acompanhamos o garoto de 13 anos Tim Hunter, que apesar de parecer um garoto comum com uma vida comum, tem um grande potencial para se tornar um poderoso mago.

Apesar de não acreditar em magia, ela habita em Tim e isso desperta o interesse de pessoas não tão bem intencionadas e que adorariam destruí-lo. Percebendo o potencial do menino, a Brigada dos Encapotados, grupo de magos formados por John Constantine, Vingador, Mister Io e Doutor Oculto, decide não apenas salvaguardá-lo, como também apresentar ao futuro mago os demais membros de sua classe.

Cada uma das partes é, como dito anteriormente, desenhada por um artista, mas também conta com um tutor diferente para guiar Tim Hunter em suas aventuras e aprendizados. Apesar de não ter um roteiro fantástico, a história é bastante divertida e repleta de personagens icônicos.

A edição da Editora Panini é em formato de luxo, em capa dura e possui 208 páginas em papel couchê. A obra ainda conta com paginas com extras e esboços, além de uma introdução excelente para contextualizar o leitor iniciante.
Sobre o Autor
Neil Gaiman
Neil Gaiman [Via: Independent]
Neil Gaiman é um autor de contos, romances, quadrinhos e roteiros britânico, nascido em 10 de novembro de 1960 em Portchester, Hampshire, Inglaterra. Entre suas obras mais famosas estão Deuses AmericanosO Mistério da EstrelaCoralineSandmanFelizmente O LeiteOrquídea NegraBelas MaldiçõesO Livro do CemitérioOs Filhos de Anansi, etc. Atualmente o autor tem 57 anos anos e mora nos Estados Unidos da América, tendo uma casa no estado de Wisconsin.

Sobre o Ilustrador
Imagem extraída da HQ Os livros da Magia
John Bolton (23 de maio de 1951) é um ilustrador de histórias em quadrinhos britânico. Destacando-se por seu trabalho com arte pintada, ilustrou diversas obras, como Marada e Dragão Negro (ambos em parceria com o roteirista Chris Claremont), Livros da Magia (Neil Gaiman), Sandman Presents: The Furies e God Save The Queen (Mike Carey).

Mas e aí? Já leram Os livros da magia ou alguma obra de Neil Gaiman? Não se esqueçam de deixar suas opiniões e dicas nos comentários e até a próxima postagem!
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Resenha da HQ Sunny: O lado bom da vida

Em
15 setembro, 2019
Por Dora Sales
Resenha da HQ Sunny: O lado bom da vida

Olá Lebres! A resenha de hoje é da HQ Sunny: O lado bom da vida. Trata-se de um quadrinho semiautobriografo inspirado na infância dos irmãos, os autores Jennifer L.Holm e Matthew Holm, escritores de livros infantis vencedores do prêmio Eisner. Vamos conhecer um pouco a obra?
Resumo da obra: Na melhor época do ano, Sunny Lewin é despachada pelos pais para passar o verão na Flórida, na casa de seu avô Patrick. Em um primeiro momento, Sunny pensa que a viagem até pode ser divertida, afinal, a Disney está na Flórida! Mas o lugar onde o seu avô vive não é nenhum parque de diversões. Está cheio de... pessoas velhas. Pessoas muito velhas. Por sorte, Sunny não é a única criança por lá. Ela encontra Buzz, um garoto completamente louco por histórias em quadrinhos, e os dois começam a arrumar boas aventuras: encaram jacarés comedores de bolas de golfe, recuperam gatos fujões e encontram vizinhos misteriosamente desaparecidos. No entanto, e acima de tudo, a questão permanece: por que Sunny foi mandada para a Flórida? A resposta revelará um segredo de família que Sunny logo poderá desvendar...
Capa da HQ Sunny: O lado bom da vida
Título original: Sunny Side Up
Autores: Jennifer L Holm e Matthew Holm
Tradução: Mário Santin Frugiuele
Número de Páginas: 224
Editora: Sesi-SP
Ano: 2018
Idioma: Português (Brasil)
Preço: R$ 42,00
Minha Avaliação: ★★★

Em Sunny O lado bom da vida, acompanhamos a protagonista Sunshine Lewin, uma menina de dez anos habitante da Pensilvânia, que vai até uma casa de repouso na Florida para passar as férias com seu avô, Patrick. As férias, no entanto, parecem diferentes do que Sunny imaginava. Sua ideia era ir para a Disney e viver altas aventuras no verão, porém, as aventuras vividas por seu avô são mais voltadas para idas nos correios, supermercados, campos de golfe, etc.

O que Sunny mais queria na verdade é, pelo menos, ter outras crianças com quem brincar, algo bem difícil de achar em um repouso para idosos. Suas férias mudam quando ela encontra com Buzz, filho do zelador do repouso, tornando sua estadia um pouco mais divertida.

Em paralelo ao verão de Sunny com seu avô, acompanhamos o verão passado da menina, com a volta às aulas, sua relação com os irmãos, com os amigos, etc. Sunny possui uma grande admiração por seu irmão mais velho, Dale, um adolescente divertido, que a ensina a dirigir e a deixa fazer tudo o que os pais não permitiriam, porém, aos poucos vamos percebendo que Dale esconde alguns segredos de todos, se metendo com garotos que não são boas influências para ele.   

Sunny acaba descobrindo o que Dale e seus amigos fazem, mas por amar o irmão decide esconder de todos e manter Dale longe de problemas. A situação se agrava e aos poucos vamos entendendo o motivo de Sunny ter sido enviada para visitar o avô.

O quadrinho possui uma trama que sutilmente te choca. O que parece ser uma história simples e até um pouco boba acaba se transformando em uma lição de vida, vinda de uma pequena menina e seus inúmeros problemas e segredos escondidos, mas que no final das contas, nunca deixa de enxergar o lado bom da vida. 

A edição publicada pela SESI-SP é em brochura, lombada quadrada e em formato pequeno, medindo 20 cm X 13,6 cm e é leitura extremamente gostosa e descontraída, que promete cativar qualquer leitor.

Sobre Autor
Jennifer L. Holm & Matthew Holm
Jennifer L Holm e Matthew Holm [Via: Google]
Jennifer L. Holm & Matthew Holm são o premiado time de irmãos por trás das séries Babymouse e Squish. Jennifer também é a autora aclamada de vários romances, incluindo três livros que possuem a Medalhe Newbery e um best-seller do New York Times chamado The Fourteenth Goldfish.

Mas e aí? Já leram Sunny O lado bom da vida? Curtiram a resenha e desejam ver outras HQs da Sesi-SP resenhadas aqui? Deixem suas opiniões e dicas nos comentários e até a próxima postagem!
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Resenha do livro Dom Casmurro

Em
13 setembro, 2019
Por Dora Sales
Resenha do livro Dom Casmurro

Olá Lebres! A postagem de hoje é a resenha do livro Dom Casmurro, de Machado de Assis. O livro foi tema do encontro do Clube do Livro que realizo mensalmente na cidade onde moro. Mesmo séculos após sua publicação, a obra que tem como temática a traição, ainda provoca discussões nos dias atuais. Vamos conferir a resenha?
Resumo da obra: Publicado pela primeira vez em 1900, Dom Casmurro é o romance mais famoso e polêmico de Machado de Assis. Ambientado no Rio de Janeiro do século XIX, é narrado por seu protagonista: Dom Casmurro, um velho solitário e frustrado que, em virtude de sua "simpatia", recebe esse apelido de um conhecido. O personagem busca, por meio da narrativa, rememorar e compreender fatos do seu passado, principalmente os que envolvem uma mulher: Capitu, a personagem mais intrigante e misteriosa da literatura brasileira. A polêmica toda se centraliza em uma dúvida: Capitu é ou não é culpada de adultério? Os fatos até podem indicar que sim, mas o leitor não pode deixar de atentar para um fato: Bento Santiago – o Dom Casmurro –, além de narrador, é advogado. Não teria ele todos os atributos intelectuais para envenenar a narrativa, de modo a levar o leitor a condenar Capitu?
Resenha do livro Dom Casmurro


Título original: Dom Casmurro
Autor: Machado de Assis
Número de páginas: 210
Editora: Martin Claret
Ano: 2010
Idioma: Português (Brasil)
Preço: R$ 28,90
Minha Avaliação: ★★★


Em Dom Casmurro acompanhamos a narrativa do personagem que leva o título do livro, que em sua velhice conta a história de sua vida. Dom Casmurro, apelido de Bentinho, era o único filho de Dona Glória, uma mulher que perdera o primeiro filho e, por essa razão, havia prometido que se o próximo sobrevivesse este se tornaria padre. Dona Glória era viúva, porém não morava sozinha, além de seu filho, dividia sua residencia com a prima Justina, tio Cosme e um amigo encostado da família, José Dias.

Durante sua infância, Bentinho estava acostumado a ideia de ir ao seminário e se tornar padre, inclusive suas brincadeiras estavam sempre relacionadas a missas e orações. Tal ideia muda no momento em que Bentinho conhece sua vizinha Capitolina, ou como todos a chamam: Capitu. A moça era bastante esperta e precoce para sua idade, conseguindo mexer com os sentimentos de Bentinho.

Para conseguir ficar com Capitu, Bentinho faz um ano de seminário, largando-o para estudar as leis em São Paulo e convence sua mãe a adotar um jovem e torná-lo padre. O jovem acaba fazendo amizade com outro jovem, Escobar, que logo torna-se seu melhor amigo e amigo de sua futura esposa Capitu. As coisas começam a complicar quando o filho de Bentinho e Capitu nasce e Bentinho desconfia, com auxilio de terceiros, de que o filho não é dele, mas sim de Escobar. Tal desconfiança vai aumentando conforme o garoto cresce e fica cada vez mais parecido com o amigo do casal.

O principal tema discutido em Dom Casmurro é a traição e o adultério. Tal temática nos faz analisar e questionar todos os personagens envolvidos na trama, de forma a conseguir solucionar o problema, descobrindo se o personagem principal foi ou não traído. No final das contas não há resposta e ela pouco importa, pois o objetivo da obra é justamente nos deixar com essa eterna dúvida e provocar o debate.  

A edição da Editora Martin Claret é linda, mede 17cm x 11 cm, é em capa cartão, possui ao todo 210 páginas e conta com uma introdução a obra, introdução bibliográfica do autor, do contexto histórico e do contexto literários da obra.

Sobre o Autor
Machado de Assis
Machado de Assis [Via: El Pais]
Joaquim Maria Machado de Assis foi um escritor brasileiro, nascido no Rio e Janeiro em 21 de junho de 1839, considerado por muitos críticos, estudiosos, escritores e leitores um dos maiores senão o maior nome da literatura do Brasil. Escreveu em praticamente todos os gêneros literários, sendo poeta, romancista, cronista, dramaturgo, contista, folhetinista, jornalista e crítico literário. Testemunhou a Abolição da escravatura e a mudança política no país quando a República substituiu o Império, além das mais diversas reviravoltas pelo mundo em finais do século XIX e início do XX, tendo sido grande comentador e relator dos eventos político-sociais de sua época. Nascido no Morro do Livramento, Rio de Janeiro, mestiço, de uma família pobre, mal estudou em escolas públicas e nunca frequentou universidade. Os biógrafos notam que, interessado pela boemia e pela corte, lutou para subir socialmente abastecendo-se de superioridade intelectual e da cultura da capital. Para isso, assumiu diversos cargos públicos, passando pelo Ministério da Agricultura, do Comércio e das Obras Públicas, e conseguindo precoce notoriedade em jornais onde publicava suas primeiras poesias e crônicas. Em sua maturidade, reunido a colegas próximos, fundou e foi o primeiro presidente unânime da Academia Brasileira de Letras.

Mas e aí? Já leram Dom Casmurro? O que acham? Capitu traiu ou não traiu bentinho? Não se esqueçam de deixar suas opiniões e dicas nos comentários e até a próxima postagem!
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Resenha do livro Bartleby, o escrevente

Em
08 setembro, 2019
Por Dora Sales
Resenha do livro Bartleby, o escrevente

Olá Lebres! A postagem de hoje é a resenha do livro Bartleby, o escrevente, conto de cujo psicológico escrito pelo mesmo autor de Moby Dick, Herman Melville, cuja primeira parte foi publicada originalmente em novembro de 1853 e concluída no mesmo ano. Vamos conferir a resenha?
Resumo da obra: Um advogado nova-iorquino de meados do século XIX resolve contratar um novo copista. Atendendo ao anúncio do advogado, apresenta-se à porta de seu escritório um jovem que ele caracteriza como uma figura “palidamente asseada, lastimosamente respeitável, incuravelmente desolada”. Era Bartleby. No começo, o novo copista trabalhava fazendo o que se esperava dele: cópias. Mas, depois, bem, depois, não vamos estragar a história. Bartleby, o escrevente é um conto de Herman Melville (1819-1891), o autor de Moby Dick, publicado pela primeira vez em 1853. O personagem central é tão marcante e o conto tem uma força tal que Bartleby tem fascinado leitores e críticos desde sua primeira publicação.
Resenha do livro Bartleby, o escrevente
Título original: Bartleby, the scrivener
Autor: Herman Melville
Tradução: Tomaz Tadeu
Ilustrações: Javier Zabala
Número de páginas: 152
Editora: Autêntica
Ano: 2015
Idioma: Português (Brasil)
Preço: R$ 54,90
Minha Avaliação: ★★★


A trama de Bartleby, o escrevente se passa em um escritório de advocacia no centro de Wall Street, na Nova York no final do século XIX. O livro é narrado pelo advogado dono do escritório, que nos conta as histórias envolvendo o novo escrevente contratado pela firma, Bartleby, que integra a equipe ao lado dos demais escreventes.

Ao ser nomeado para o cargo de Oficial do Arquivo público, o advogado passa a sobrecarregar o trabalho de seus escreventes com uma grande quantidade de tarefas. A solução para diminuir essa sobrecarga de trabalho é contratar um novo escrevente, o protagonista desta história Bartleby.
O que parecia ser uma excelente contratação, visto que Bartleby possuía uma aparência pacífica e frágil, se transforma em um pesadelo para a vida do advogado. Quando pedido para que Bartleby realizasse determinadas tarefas, a estranha resposta dada pelo escrevente era: “Preferiria que não...”. Tal frase começa a se repetir cada vez mais, deixando o advogado completamente impotente para tomar uma atitude em relação a seu novo funcionário.

Os estranhos comportamentos de Bartleby vão desconstruindo a harmonia do escritório e impactando psicologicamente os funcionários do escritório. Quando a situação parece chegar no limite o advogado decide demitir o funcionário de uma vez por todas, porém, ao ser informado da demissão Bartleby responde que “Preferiria não sair do escritório...”, começando então a morar no prédio em questão. Mesmo mudando seu endereço e alugando o prédio para outra pessoa, o advogado não consegue se livrar do escrevente, que segue com sua agressão passiva diante das adversidades.


Idealizado pelo autor de Moby Dick, Herman Melville, a obra aborda o absurdo que é o personagem Bartleby, mas também nos permite refletir sobre as múltiplas interpretações acerca do enigmático personagem. Com uma narrativa que é, ao mesmo tempo, absurda, claustrofóbica e incômoda, nos deparamos com um excelente romance psicológico que tirará o leitor de sua zona de conforto literário. 

A edição da Editora Autêntica é linda, mede 21cm x 14 cm, é em capa dura, possui ao todo 152 páginas e conta com uma jacket, sendo a capa real preta em estilo retrô. A obra também conta com ilustrações do artista Javier Zabala.

Sobre o Autor
Herman Melville
Herman Melville [Via: Wikipédia]
Herman Melville foi um escritor, poeta e ensaísta estadunidense nascido em 1 de agosto de 1819, em Nova York e falecido em 28 de setembro de 1891 no mesmo local. Embora tenha obtido grande sucesso no início de sua carreira, sua popularidade foi decaindo ao longo dos anos. Faleceu quase completamente esquecido, sem conhecer o sucesso que sua mais importante obra, o romance Moby Dick, alcançaria no século XX. O livro, dividido em três volumes, foi publicado em 1851 com o título de A baleia e não obteve sucesso de crítica, tendo sido considerado o principal motivo para o declínio da carreira do autor.

Mas e aí? Já leram Bartleby, o escrevente? Também ficaram incomodados com as negações do personagem? Já leram outras obras do autor? Não se esqueçam de deixar suas opiniões e dicas nos comentários e até a próxima postagem!
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Resenha da HQ Diário de um só

Em
06 setembro, 2019
Por Dora Sales
Resenha da HQ Diário de um só

Olá Lebres! A resenha de hoje é da HQ Diário de um só, trata-se de um quadrinhos que mostra o cotidiano de maneira bastante bem-humorada. A HQ é uma criação da ilustradora chilena Catalina Bu Vamos conhecer um pouco a obra?
Resumo da obra: A cada página, os temas que dizem respeito a esse “só” que temos dentro de nós são tratados com muito humor. Como um diário, este livro retrata o dia-a-dia de um personagem com o qual o leitor poderá facilmente se identificar. As tarefas prediletas ou detestadas, as metas nunca cumpridas, as queixas recorrentes, as procrastinações e as atitudes antissociais nos divertem nesta obra de autoria de Catalina Bu.
vResenha da HQ Diário de um só
Título original: Diario de un solo
Autores: Catalina Bu
Tradução: Heloisa Jahn
Número de Páginas: 88
Editora: Sesi-SP
Ano: 2019
Idioma: Português (Brasil)
Preço: R$ 34,00
Minha Avaliação: ★★★


Em Diário de um só acompanhamos a rotina de um personagem sem nome, que assim como todos nós, tem suas inseguranças, seus medos, seus problemas e etc. O cotidiano deste rapaz poderia ser facilmente confundido com o seu cotidiano, ou o meu, ou o de qualquer pessoa que esteja lendo esta resenha. O personagem possui um sério problema de interação social, prefere ficar só em sua casa, em sua cama, com seus afazeres.

Ele se queixa de entediar-se facilmente com todos a sua volta, mas ainda assim, apesar de acreditar que sua vida solitária é excelente, também percebemos que sua própria vida e seu próprio ser o entendiam. Seus maiores hobbys são, assistir série e filmes na televisão, dormir, comer desenfreadamente, ler, queixar-se de tudo e de todos e, acima de tudo, procrastinar todas as tarefas que deve desempenhar, desde lavar-louças, limpar a casa, fazer comprar e até mesmo trabalhar.

A vida solitária tem grandes vantagens, como se autoconhecer, descansar após dias longos de trabalho, questionar e observar o mundo a qual pertencemos, tudo isso sem ter o pensamento interrompido por outras pessoas, porém, o isolamento, e a vida extremamente rotineira pode causar sérios problemas para o psicológico do indivíduo.

No caso no nosso personagem, esta vida pacata e procrastinadora faz com que ele se torne uma pessoa isolada da sociedade, sendo incapaz de se comunicar de forma normal com as demais pessoas, depressiva, por nunca alcançar o que de fato almeja, seja o que for e principalmente, impede que o protagonista consiga evoluir, não somente no quesito sociedade, mas no quesito indivíduo.


No fim das contas fica impossível não se identificar com o personagem desta história, mas também conseguimos enxergar que certas coisas que fazemos acabam prejudicando nossa saúde física e psicológica, transformando a obra também em um alerta para todos os leitores.

A edição publicada pela SESI-SP é em brochura, lombada quadrada e em formato médio, medindo 23 cm X 16,6 cm. A obra, apesar de simples, remete ao nosso cotidiano e nos faz se identificar com o personagem apresentado pela autora. Excelente leitura.

Sobre Autor
Catalina Bu
Catalina Bu [Via: BadWord]
Catalina Bu Nasceu em Concepcion, Chile, em 1989. Aos 19 anos, mudou-se para Santiago, onde estudou ilustração profissional. Além de consolidar seu trabalho colaborando com diferentes marcas e revistas nacionais, ele se dedicou à ilustração editorial. Participou do livro Fat Cats de Jani Dueñas (Editorial Planeta, 2012) e de Illustration à la chilena (Plop Galería-Ocho Libros, 2013), lançada no II Festilus, com exposição no Centro Cultural La Moneda. Seu primeiro livro, Diario de un solo, foi lançado em 2014 com uma ótima recepção do público e da imprensa, tornando-se rapidamente um dos livros mais vendidos no Chile, com três edições em menos de um ano. Foi convidada para feiras internacionais de livros na Colômbia, México, Argentina e Itália e atualmente trabalha como ilustradora independente, dedicada à ilustração editorial, em livros e revistas.

Mas e aí? Já leram Diário de un solo? Gostaram de conhecer um pouco mais sobre a ilustradora? Curtiram a resenha e desejam ver outras HQs da Sesi-SP resenhadas aqui? Deixem suas opiniões e dicas nos comentários e até a próxima postagem!
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Resenha da HQ Crônicas de Excalibur Canto I: Pendragon

Em
02 setembro, 2019
Por Dora Sales
Resenha da HQ Crônicas de Excalibur Canto I: Pendragon


Olá Lebres! A HQ de hoje é um dos recebidos da editora Mythos. Trago a resenha de Crônicas de Excalibur Canto I - Pendragon, HQ francesa que busca fazer uma releitura das lendas arturianas em forma de histórias em quadrinhos. Vamos ler a resenha?
Resumo da obra: As lendas arturianas estão entre as mais consagradas da literatura medieval. Em As Crônicas de Excalibur, o roteirista Jean-Luc Istin, consagrado autor da série Elfos, mostra sua visão da mítica saga da espada mais famosa do mundo com a bela arte de Alain Brion. Neste primeiro volume, vemos o Mago Merlin entregando Excalibur para Uther Pendragon, visando a união dos reinos bretões contra os invasores. Ao mesmo tempo, a influência da igreja busca influenciar os futuros líderes, atacando as tradições antigas e as Damas de Avalon!
Capa da HQ Crônicas de Excalibur Canto I: PendragonRoteiro: Jean-Luc Istin
Desenhos: Alain Brion
Cores: Alain Brion
Tradução: Jotapê Martins e Hélcio de Carvalho
Letras: Daniel Fantini
Número de páginas: 128
Editora: Mythos
Volume: 1
Preço de capa: R$ 89,90
Minha Avaliação: 

Em Crônicas de Excalibur Canto I, os quadrinistas franceses Istin e Brion buscam, como já foi feito anteriormente, fazer uma releitura das lendas arturianas, mas desta vez em forma de quadrinhos. Na trama, em meio a uma batalha entre bretões e saxões, o mago Merlin chega para presentear o guerreiro Uther Pendragon com uma espada magnífica, a Excalibur, cujo poder vem de Avalon, devendo seu portador falar em nome da terra sagrada e honra-la.

Diante de uma profecia, Viviane, a Grã-Sacerdotisa de Avalon, e Merlin descobrem que um rei deve ascender e que esse rei deverá ser filho de Uther e uma das nativas de Avalon, e farão o possível para que a profecia se cumpra.

Enquanto isso não ocorre, Uther conhece o senhor da Cornualha, Gorlois, que mostra desespero em tornar sua esposa Igraine e sua filha Morgana, cristãs. Revoltado ao presenciar Igraine sendo torturada pelo marido, promete a si que a libertará e se casará com ela nem que tenha que provocar uma guerra para obter o que deseja.

Sou suspeita para dar nota para qualquer coisa relacionada as lendas arturianas, pois sou apaixonada pela temática, mas este volume de Crônicas de Excalibur é um verdadeiro primor, não apenas no roteiro muito bem desenvolvido, como a arte espetacular de Alain Brion. Mal posso esperar para ler a continuação do encadernado.

A edição da Mythos é um lançamento de 2019, está em formato americano (32 x 22), em capa dura, lombada quadrada e papel LWC. Possui ao todo 128 páginas e engloba as edições 1 e 2 de Excalibur Chroniques.

Sobre o autor e o ilustrador
Alain Brion
Imagem extraída da HQ Crônicas de Excalibur - Canto I: Pendragon
Jean-Luc Istin é um autor de quadrinhos nascido em 01 de agosto de 1970 em Pontivy. Relator e roteirista, é diretor de várias coleções na Soleil Productions, em particular a coleção Soleil Celtic, a coleção 1800, a coleção Serial Killer, a coleção Secrets du Vatican e a coleção Antecipação.


Alain Brion, nascido em 1966 em Paris, é um ilustrador e autor de quadrinhos franceses.

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Mas e aí? O que acharam da resenha de Crônicas de Excalibur? Já leram a HQ? Deixem suas opiniões nos comentários e até a próxima postagem!
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