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Resenha da HQ Persépolis

Em
14 novembro, 2018
Por Dora Sales
Imagem da HQ Persépolis

Olá Lebres! A HQ de hoje é a fantástica obra Persépolis, da autora iraniana Marjane Satrapi. Dividido inicialmente em quatro edições e compilada pela editora Quadrinhos da Cia em um único volume, a obra trata de uma autobiografia onde lemos sua história deste a infância até a vida adulta. Vamos conhecer um pouco mais sobre a obra e sua autora?
Resumo da Obra: Marjane Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita - apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa. Vinte e cinco anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que se transformou, Marjane emocionou leitores de todo o mundo com essa autobiografia em quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares. Em Persépolis, o pop encontra o épico, o oriente toca o ocidente, o humor se infiltra no drama - e o Irã parece muito mais próximo do que poderíamos suspeitar.
Capa da HQ PersépolisTítulo Original: Persepolis 
Autor: Marjane Satrapi
Tradução: Paulo Werneck
Número de páginas: 352
Ano: 2007
Edição:
Editora: Quadrinhos na Cia
Idioma: Português (Brasil)
Preço de capa: de R$ 54,90
Minha Avaliação: 


Já faz anos que tenho uma enorme vontade de adquirir e finalmente ler Persépolis. Sempre ouvi falar muito bem desta história em quadrinhos, mas acabava deixando para comprar numa próxima oportunidade e assim o tempo foi passando. Finalmente essa oportunidade de ler a obra chegou e com ela uma grande surpresa positiva. O quadrinho é incrível! Mas ei, vamos por partes.

Com muito humor e criatividade Marjane nos conta muito sobre si através de uma narrativa em primeira pessoa e através de desenhos, apesar de simples, muito divertidos. Os costumes e tradições iranianas são aqui expostas, assim como o cotidiano de Marjane deste os 10 anos até sua vida adulta como uma grande ilustradora.

A narrativa acontece no inicio da revolução islâmica, que a jovem Marjane acaba por testemunhar. Tendo nascido em uma família com boas condições, durante a revolução é enviada, ainda adolescente, à Austria para estudar, tendo que deixar sua família e amigos para trás.

A partir destas tramas Marjane utiliza sua obra para fazer duras críticas ao governo, a política e a sociedade em que está inserida, questionando os comportamentos e costumes do local onde vive no Irã e, posteriormente, fazendo comparações com os demais países por onde passa ao longo de sua vida.

Imagem da HQ Persépolis
Imagem extraída da HQ Persépolis 
Um maravilhoso quadrinho que eu sinceramente espero que você não demore para ler, como eu fiz, pois vale muito a pena. Apesar de tratar de questões mais sérias, a autora faz isso de forma bastante leve, divertida e, principalmente, fazendo com que o leitor se identifique durante a leitura.

Em minha humilde opinião Persépolis está no mesmo nível de qualidade de outra HQ da Quadrinhos na Cia, a autobiografia Maus, também resenhada aqui no blog. Ambas tratam de períodos históricos muito importantes para os protagonistas e trás grandes lições para a vida dos leitores.

A edição da editora Quadrinhos na Cia, selo do Grupo Companhia das Letras é em capa cartão em brochura com lombada quadrada e mede 24 cm e 16 cm. Este volume possui todas as edições publicadas por Marjane em Persépolis.

Sobre a Autora
Marjane Satrapi
Marjane Satrapi [Via: The Golf Club]
Marjane Satrapi, nome artístico de Marjane Ebihamis é uma romancista gráfica, ilustradora, cineasta e escritora franco-iraniana, nascida em 22 de novembro de 1969 em Rasht, Irã e naturalizada francesa. Ficou conhecida como a primeira iraniana a escrever história em quadrinhos. Sua principal obra é Persépolis, cuja adaptação animada, que ela co-dirigiu junto a Vincent Paronnaud, foi indicada para o Óscar.

Mas e aí? Já leram Persépolis? O que acharam? Deixem suas opiniões sobre o quadrinhos nos comentários e até a próxima postagem!
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Resenha do Livro O homem de areia

Em
07 novembro, 2018
Por Dora Sales
Imagem do Livro O homem de areia

Olá Lebres! A resenha de hoje é de um livro que recebi do Grupo Companhia das Letras, através do selo da editora Alfaguara. Trata-se do livro O homem de areia, da série policial do investigador Joona Linna, escrito por Lars Kepler, o pseudônimo de um casal de suecos. Vamos conhecer um pouco sobre a obra?
Resumo da obra: Em uma noite extremamente fria em Estocolmo, um homem aparece sozinho e desnorteado em uma ponte. Quando ele é encontrado, a hipotermia já toma conta de seu corpo. Ao ser levado para um hospital, descobre-se que há sete anos ele foi declarado morto. Seu assassinato foi creditado ao serial killer Jurek Walter, que foi preso há alguns anos pelo detetive Joona Linna e sentenciado a prisão perpétua em uma ala psiquiátrica. Enquanto investiga o aparecimento desse homem e tenta entender onde ele esteve durante os últimos sete anos, evidências desconhecidas começam a aparecer e influenciar o caso que já estava arquivado.
Capa do Livro O homem de areia
Título original: The Sandman
Autor: Lars Kepler
Tradutor: Guilherme Miranda
Número de páginas: 456
Editora: Alfaguara (Companhia das Letras)
Edição: 1ª edição
Ano: 2018
Idioma: Português (Brasil)
Preço: R$ 54,90
Minha Avaliação: ★★


Então, como dito na introdução deste post, O homem de areia faz parte de uma série policial cujo protagonista é o investigador Joona Linna. A série, que lá fora já está no seu 7º livro, apresenta os seguintes títulos: The Hypnotist (O hipnotista); The Nightmare (O pesadelo); The Fire Witness; The Sandman (O homem de areia); Stalker; The Rabbit Hunter e Lazarus. No entanto, apenas o 1º, 2º e o 4º foram publicados aqui no brasil, sendo os dois primeiros pela editora Intrínseca e o quarto pela editora Alfaguara.

Infelizmente, não tive a oportunidade de ler os livros que vieram antes de O homem de areia, até porque um deles não saiu aqui. Mas felizmente, em cada livro acompanhamos o investigador Joona Linna em um caso diferente, logo, é possível ler O homem de areia sem ter lido os livros anteriores e entender perfeitamente a história apresentada.

Em O homem de areia, Mikael Kohler-Frost, um jovem rapaz que foi dado como morto há anos, reaparece em uma ponte, onde se encontra ferido e com hipotermia. Ao interrogá-lo, Linna não consegue obter nenhuma informação do paradeiro do rapaz até então, nem como conseguiu escapar, somente que sua irmã permanece viva e estava dividindo o cativeiro com ele, até que os dois se separaram.

O responsável pelo desaparecimento de Mikael, sua irmã e outras pessoas, o Serial Killer Jurek Walter, no entanto se encontra há mais de dez anos preso em uma ala psiquiátrica de segurança máxima, e portanto não pode ser o responsável pelo aparecimento de Mikael, o que deixa o investigador ainda mais confuso em relação ao caso.

Para tentar solucionar o caso a equipe investigativa coloca uma agente disfarçada no hospital psiquiátrico para conseguir obter informações de Walter sobre seus crimes e sobre o local onde a irmã de Mikael se encontra. Então acompanhamos Saga, a agente infiltrada, no hospital psiquiátrico, os bizarros pacientes que lá se encontram e a forma como o assassino Jurek Walter faz a cabeça de todos para que fazem o que ele deseja.

Além disso, algumas informações sobre a vida pessoal do investigador Joona Linna são transmitidas para nós, leitores. Um thriller envolvente, que mexe com a cabeça do leitor durante toda a leitura, com bastante suspense, ideal para os leitores apaixonados por histórias policiais. O único ponto negativo que destaco é que em alguns momentos a trama cai em clichês que poderiam ser substituídos por outras formas de resolução.

A edição da Editora Alfaguara é em brochura, com lombada quadrada, possui páginas amareladas e mede aproximadamente 23 cm x 14 cm e possui ao todo 456 páginas

Sobre os Autores
Lars Kepler
Lars Kepler: Alexandra Ahndoril e Alexander Ahndoril

Lars Kepler
é o pseudônimo de Alexander Ahndoril e Alexandra Coelho Ahndoril, um casal sueco que escreve em conjunto. Alexander Ahndoril, nascido em 1967, tem vasta obra publicada sobre o seu próprio nome, com destaque para um romance biográfico do realizador Ingmar Bergman. Alexandra Coelho Ahndoril, nascida em 1966 de mãe portuguesa, também escreve com a sua assinatura e recebeu um prémio pelo seu livro de estreia. O seu estilo de livros é o romance policial. São mais conhecidos pela série de livros do inspetor Joona Linna, sendo o primeiro O Hipnotista e o segundo O Executor.

Mas e aí? Já leram O homem de areia ou algum livro dos autores? O que acharam? Não se esqueçam de deixar suas opiniões e dicas nos comentários e até a próxima postagem. 
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Resenha da HQ Minha Madrinha Bruxa

Em
31 outubro, 2018
Por Nanda Sales
HQ Minha Madrinha Bruxa
Oi Lebres! Tudo bom com vocês? Espero que sim! Para comemorar o Halloween (data que eu tenho muito carinho) venho a vocês apresentar o belíssimo quadrinho Minha Madrinha Bruxa (adquirido na Bienal do Livro de São Paulo desse ano). Esse quadrinho é muito popular nos EUA (tenho virado até filme), mas muito pouco conhecido por aqui, e como sua temática gira em torno do feriado assustador, achei que seria adequado falar um pouco sobre ele por aqui. Dito isso, sem mais delongas, vamos direto a resenha:
Resumo da Obra: "A história gira em torno de Hanna Marie, uma garotinha medrosa que sai pela primeira vez para pegar doces no Halloween, fazendo o famoso gostosuras e travessuras. Como é muito nova, sua mãe pede que ela vá com seu primo mais velho Jimmy e seus amigos, porém o primo não fica nada satisfeito, acha que Hanna irá atrapalhar sua caçada por doces, por essa razão convence seus amigos a fazer travessuras com Hanna para que ela se assuste e volte para casa, porém magicamente surge a Madrinha Bruxa da garotinha e se junta a ela para dar uma lição em Jimmy. Depois desse episódio, Hanna passa a amar o Halloween, perde o medo de monstros e passa a viver aventuras com sua Madrinha Bruxa em todo o feriado."
Capa da HQ Minha Madrinha BruxaTítulo Original: Scary Godmother
Roteiro e Desenhos: Jill Thompson
Tradução: Luiz Lins
Diretores: Gilvan Mendes Jr e Maria Juliana da Silva
Ano: 2012
Número de páginas: 207
Editora: NewPOP Editora
Volume: 1º Volume
Preços: de 69,90 à 39,90
Minha Avaliação: ★★★★☆ 

Esse quadrinho possui capa cartão maleável com um leve relevo nos textos e ilustrações, seu conteúdo é apresentado em folhas em papel couché. Dentro do quadrinho consta um pequeno sumário apresentando as 5 histórias que completam a obra, sendo elas: Minha Madrinha Bruxa, A Vingança de Jimmy, O Encontro Misterioso, A Gripe do Susto e Chá para Orson e também um capitulo chamado Ainda Mais Arte, onde a autora conta um pouco sobre suas ilustrações. A hq foi feita em formato grande medindo 27,6 x 21,5 cm.

Minha Madrinha Bruxa é o típico quadrinho infantil que apresenta a fantasia das maneiras mais delicadamente aconchegantes (será que é possível entender isso?), é como se o conteúdo apresentado nessa história despertasse uma certa nostalgia no leitor, como se ele fosse parte da sessão da tarde, e é fácil explicar isso, uma vez que todos nós (ou quase) assistimos filmes como Abracadabra, O Estranho Mundo de Jack, A Maldição do Halloween, HalloweenTown A Cidade do Halloween (redundante), todas essas histórias de bruxas já fazem parte da nossa cultura e já despertaram o nosso carinho, por isso Minha Madrinha Bruxa parece tão especialmente nostálgico, já somos receptivos a essa obra antes de lê-la.
Detalhe da HQ Minha Madrinha Bruxa
A história é uma mistura de todos (ou quase) os filmes citados anteriormente, Hanna Marie é a garotinha medrosa que sai para pegar doces pela primeira vez (semelhante a Dani de Abracadabra), em uma situação de tristeza surge a Madrinha Bruxa para ajudar a garota (o que me lembrou sinceramente Cinderella), depois de se tornarem amigas, Hanna passa a ajudar a Madrinha todos os anos a preparar o Halloween, pois na cidade onde a Bruxa vive, chamado Lado Assustador, eles esperam o ano todo apenas para essa momento e sem a ajuda da cidade, o Halloween não ocorre (essa informação não há como negar, é puramente de O Estranho Mundo de Jack). Apesar de todos esse pseudo clichês, a história de Minha Madrinha Bruxa consegue ser maravilhosa a sua maneira e consegue deixar que a lê com o coração mais leve e com uma vontade imensa de comemorar o Halloween também (com tudo que tem direito).

Recomendo essa obra para crianças, pois tenho certeza que elas irão adorar e quando crescerem se lembraram dela com muito carinho e para aqueles que assim como eu, amam contos infantis.

Sobre o Autor
Jill Thompson
Jill Thompson [Via: NewCity Lit]
Jill Thompson é uma roteirista e ilustradora americana, nascida em 20 de novembro de 1966 em Forest Park, Illinois. É bastante conhecida pelos fãs de quadrinhos pelos seus trabalhos em "Pequenos Perpétuos", "Mulher Maravilha", "Os Invisíveis", "Monstro do Pântano", Minha Madrinha Bruxa e "Beasts of Burden". Em sua carreira já ganhou 3 vezes Prêmios Eisner, foi nomeada pelo National Cartoonist Society como "Melhor Artista de Quadrinhos" por seu trabalho em Beasts of Burden e ganhou o prêmio de melhor .

Ilustrações
Ilustração de Minha Madrinha Bruxa
Imagem extraída das páginas 194 e 195 do quadrinho Minha Madrinha Bruxa.
As ilustrações de Jill têm características marcantes, o trassado, a pintura aquarelada cheia de técnica e de vida e o excelente uso de luz e sombras são sem dúvidas umas delas. Seu estilo é uma espécie de cartoon estilizado visando o cômico e o excêntrico, o que combina muito bem com o estilo de pintura. Todas as cores desse quadrinho são bastante chamativas e as cores verde, roxo, preto e laranja predominam, criando uma atmosfera ideal para o Halloween. Todo o quadrinho foi ilustrado a mão de forma tradicional.

Se gostaram desse post, sugiro que leiam também uma postagem sobre outra HQ que a Jill ilustrou:

Bom pessoal, é isso. Espero que tenham gostado da postagem. Mas, eaí, já ouviram falar de Minha Madrinha Bruxa. Já leram esse quadrinho? Já leram alguma coisa desse autora? Sim? Não? Comentem aqui em baixo!
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Resenha do Livro O corcunda de Notre-Dame

Em
24 outubro, 2018
Por Dora Sales
Imagem do Livro O corcunda de Notre-Dame

Olá Lebres! A resenha de hoje é um grande clássico da literatura francesa e mundial escrita pelo brilhante Victor Hugo. Estou falando de O corcunda de Notre-Dame ou como era seu nome originalmente, Notre-Dame de Paris, obra publicada em 1831, mas que é lembrada nos dias atuais. Vamos conhecer melhor a obra?
Resumo da obra: Na Paris do século XV, a cigana Esmeralda dança em frente à catedral de Notre Dame. Ao redor da jovem e da igreja, dançam outros personagens inesquecíveis - como o cruel arquidiácono Claude Frollo, o capitão Phoebus, a velha reclusa Gudule e, claro, o disforme Quasímodo, o corcunda que cuida dos sinos da catedral. Com uma trama arrebatadora, que tem a cidade de Paris como bem mais do que um mero pano de fundo, Victor Hugo criou um dos grandes clássicos do romantismo francês, de leitura irresistível.
Capa do Livro O corcunda de Notre-Dame
Título original: Notre-Dame de Paris
Autor: Victor Hugo
Tradutor: Jorge Bastos
Número de páginas: 496
Editora: Zahar
Edição: 1ª edição
Ano: 2013
Idioma: Português (Brasil)
Preço: R$ 79,90
Minha Avaliação: ★★

Li O corcunda de Notre-Dame pela primeira vez através de uma versão resumida e para leitores jovens, porém a leitura foi tão prazerosa e interessante que assim que pude, adquiri a versão completa, no caso, a lindíssima edição ilustrada e comentada da Zahar.

Publicada em 1831, como dito anteriormente, a obra traz como cenário a Paris gótica e sombria do ano de 1482 e apresenta a triste história de vários personagens, dentre eles: Quasímodo, o triste sineiro caolho, manco e surdo da catedral; de Claude Frollo, o arquidiácono e mestre do corcunda, que além de cuidar dos interesses da Igreja, ainda tem que lidar com um irmão vagabundo e com a sua paixão por uma cigana; e de Esmeralda, a bela e jovem cigana observada por todos os homens de Paris, em especial por Frollo, Quasimodo e pelo Capitão Phoebus, por quem é apaixonada, mas que tem como missão de vida, encontrar sua querida mãe, tendo que dançar e fazer truques com sua cabra Djali para ganhar a vida.

No entanto, não é somente esses personagens que tem seus desenvolvimentos na obra, pois o autor usa e abusa de seu cenário para construir personagens que irão, ao longo da trama, apresentar suas reais funções na obra. É o caso de Gregoire, um ator e escritor de peças teatrais, que aparece no início da trama numa tentativa frustrada de encenar sua nova obra, mas que com o passar das páginas cruzará o caminho da cigana Esmeralda.

A partir dos interessantes personagens, o autor faz duras críticas a sociedade da época, seus comportamentos, seus preconceitos e suas mentiras. Além disso, traz a catedral de Paris como principal personagem de sua trama, mostrando não apenas sua importância arquitetônica, mas sua importância para os personagens.

Vale lembrar que além da trama central, Victor Hugo usa sua obra para apresentar o contexto histórico da Paris da época, mas principalmente para apresentar a arquitetura da catedral de Notre-Dame, logo há capítulos que apresentam somente informações como estas.

A edição da Editora Zahar é em versão de luxo em capa dura, mede 23 cm x 16 cm, possui ao todo 496 páginas, divididas em 11 livros e com ilustrações originais de Gustave Brion e diversas notas para contextualizar a obra.


Sobre o Autor
Victor Hugo
Victor Hugo [Via: Wikipédia]
Victor-Marie Hugo foi um romancista, poeta, dramaturgo, ensaísta, artista, estadista e ativista pelos direitos humanos francês de grande atuação política em seu país. Nasceu em 26 de fevereiro de 1802 em Besançon, na França. É autor de Les Misérables e de Notre-Dame de Paris, entre diversas outras obras clássicas de fama e renome mundial.

Mas e aí? Alguém já teve a coragem de ler este grandioso (em qualidade e tamanho) livro ou alguma outra obra do autor? Não se esqueçam de compartilhar suas opiniões e dicas através dos comentários e até a próxima postagem!
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Resenha da HQ A Revolução dos Bichos

Em
18 outubro, 2018
Por Nanda Sales
A Revolução dos Bichos
Oi Lebres! Tudo bom com vocês? Espero que sim! A postagem de hoje será sobre um maravilhoso quadrinho que recebemos da editora Companhia das Letras (Quadrinhos na Cia) (que faz parceria com o Instagram da Dora: @dorasaleslibrary), A Revolução dos Bichos. A Revolução dos Bichos é um dos nossos (meu e da Dora) livros favoritos, então já devem imaginar o tamanho da nossa alegria ao receber essa inédita versão  em quadrinhos, né?! Bom, sem mais delongas vamos direto a essa resenha:
Resumo da Obra: "Cansados da exploração a que são submetidos pelos humanos, os animais da Granja do Solar rebelam-se contra seus donos e tomam posse da fazenda, com o objetivo de instituir um sistema cooperativo e igualitário, sob o slogan "Quatro pernas bom, duas pernas ruim". Mas não demora muito para que alguns bichos (em particular os mais inteligentes, os porcos) voltem a usufruir de privilégios, reinstituindo aos poucos um regime de opressão, agora inspirado no lema "Todos os bichos são iguais, mas alguns bichos são mais iguais que outros". A história da insurreição libertária dos animais é reescrita de modo a justificar a nova tirania, e os dissidentes desaparecem ou são silenciados à força". Em tinta acrílica, fazenho com que cada página se torne uma verdadeira obra de arte, o gaúcho Odyr deu forma e cor a este "conto de fadas rural", que de acordo com o escritor ingles Malcolm Bradbury é "a melhor sátira já escrita sobre a face obscura da história moderna".
Título Original: Animal Farm: a Fairy Story
Autor: George Orwell (Eric Arthur Blair)
Adaptador: Odyr Bernardi
Ilustrador: Odyr Bernardi
Número de Páginas: 175
Editora: Quadrinhos na Cia
Edição: 1ª edição
Ano: 2018
Idioma: Português (Brasil)
Preço: de 47,62 à 57,03
Minha Avaliação: 

O quadrinho é dividido em 10 partes destacadas por números romanos e uma ilustração, também consta na edição um pequeno resumo sobre o autor e ilustrador ao final do conto. A obra também mede 27 x 20 cm, em capa cartão com acabamento em brochura, possui orelhas e páginas brancas.

Com textos extraídos diretamente da obra original, é impossível negar a fidelidade desse quadrinho, o mesmo virou uma espécie de resumão de A Revolução dos Bichos, um excelente resumão. Constam no quadrinho as partes mais importantes da obra integral, com uma estrutura que permite que nada fique faltando a história e que a mesma seja muito natural ao ser lida, como se nem fosse uma adaptação. As ilustrações em tinta acrílica se encaixam perfeitamente com o conteúdo da obra ao apresentar um aspecto confuso e um pouco agressivo, aspecto que nunca seria alcançado com uma delicada aquarela. Esse quadrinho entrou para a minha lista que quadrinho favoritos, sem sombra de dúvidas, pois o mesmo tem o poder de encantar tanto os que já leram o texto integral de A Revolução dos Bichos quanto os que ainda não tiveram a oportunidade de lê-lo.

Recomendo esse maravilhoso quadrinho para todas pessoas que ainda não tiveram coragem de encarar a obra original e para aqueles que já a encararam e amam esse fantástico e importante conto.

Sobre o Autor
George Orwell
George Orwell [Via: Obvious]
Eric Arthur Blair, conhecido pelo pseudônimo George Orwell, foi um escritor, jornalista e ensaísta politico inglês nascido em 25 de julho de 1903 em Motihari, Índia (Índia Britânica). O escritor foi responsável pela criação de diversas obras importantíssimas para a literatura, como por exemplo: A Revolução dos Bichos, 1984, Como Morrem os Pobres e Outros Ensaios, O Que é Fascismo e Outros Ensaios, Na Pior em Paris e Londres, A Flor da Inglaterra, O Caminho para Wigan Pier, entre outros.

Sobre o Ilustrador
Odyr Bernardi nasceu em Pelotas (RS), em 1967. é autor de dois livros como desenhista: Copacabana,, com roteiro de Lobo e Guardalupe, com roteiro de Angélica Freitas. Participou das coletâneas Irmãos Grimm em quadrinhos, Dias Negros e MSP 50. Publicou quadrinhos e ilustrações na Folha de S. Paulo, O Globo e Le Monde Diplomatique Brasil, Público (Portugal) e nas revistas Vida Simples, entre outras.

Bom pessoal, é isso, espero que tenham gostado. Mas eaí, já leram A Revolução dos Bichos? Já leram esse quadrinho de A Revolução dos Bichos? Já leram alguma obra do autor? Têm vontade de ler? Sim? Não? Comentem aqui em baixo! Vou adorar ler as respostas de vocês.
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Resenha da HQ Visão Vol. 1: Pouco pior que um homem

Em
11 outubro, 2018
Por Dora Sales
Capa da HQ Visão: Pouco pior que um homem

Olá Lebres! A HQ de hoje é a brilhante minissérie sobre o personagem Visão, integrante dos Vingadores e filho de Ultron. A minissérie inicialmente tem 12 edições, foi elaborada por Tom King e Gabriel Hernandez Walta e busca apresentar um lado mais "humano" do personagem ou pelo menos o que ele espera ser.
Resumo da Obra: Depois de toda a sua história e experiência no mundo desde que foi criado, Visão deseja ser humano ou o mais próximo possível de um, para isso ele criou uma família sintozóide, assim como ele, no mesmo local em que Ultron o criou. Sua família é formada pela esposa Virgínia e pelos filhos gêmeos Viv e Vin, todos compartilham a mesma ambição de Visão, serem normais. Visão continua com o seu trabalho com os Vingadores, Virgínia cuida da casa e dos filhos e os gêmeos passam a frequentar a escola para se misturarem com as demais "crianças". A família tinha tudo para ser perfeita, mas acaba no entanto, não conseguindo se sair tão bem na vida cotidiana, o que causa grandes problemas para o herói.    
Capa HQ Visão: Pouco pior que um homemRoteiro: Tom King 
Desenhos: Gabriel Hernandez Walta
Cores: Jordie Bellaire
Tradução: Leo Camargo, Paulo França
Letras: Denise Araújo
Editores: Paulo França
Número de páginas: 148
Editora: Panini
Volume: 1
Preço de capa: de R$ 39,90
Minha Avaliação: 

Devo confessar que não sou a maior conhecedora da história da Marvel Comics, nunca fui de ler tantos quadrinhos da editora, no entanto, graças a um perfil sobre quadrinhos no Instagram acabei "encontrando" essa minissérie do Visão. O que me chamou a atenção em primeiro lugar foi a linda arte da capa, em segundo lugar descobri que se tratava de uma história de um grande quadrinista chamado Tom King, que particularmente gosto muito e por fim, o que de fato me fez comprar e ler a HQ, que não é necessário conhecer os personagens e histórias da Marvel para ler esta história, pois a própria minissérie explica tudo o que devemos saber. Ótima notícia, não?
Imagem da HQ Visão: Pouco pior que um homem
Imagem extraída da HQ Visão: Pouco pior que um homem
Nesta edição, deixando de lado todo o heroísmo e história por trás do personagem, temos uma história inicialmente simples de um "robô" querendo ser humano e as consequências desse desejo. Essa trama por si só chama bastante a atenção, pois é algo que nos lembra de grandes histórias de ficção científica que tivemos contado ao longo de nossas vidas.

Visão é um sintozoíde criado pelo vilão Ultron para ser uma arma contra a humanidade, mas ele se rebelou contra seu destino e contra seu pai/criador, pois imaginava que tinha mais a oferecer e principalmente que poderia ser mais do que uma arma, que poderia ser um homem. Então nesta minissérie essa ideia de Visão é explorada ao máximo e a pergunta que fica é: Será que ele pode?

A edição da editora Panini é em Capa Dura de Luxo com lombada quadrada, papel couché e em formato americano (17x26). Esse primeiro volume contém as edições Vision 1-6 e terá o seu fim no segundo volume.

Sobre o Autor
Tom King
Tom King
Tom King é um autor de histórias em quadrinhos americano, nascido em 1978 nos Estados Unidos da América. Atualmente trabalha para a DC Comics nos títulos Batma, Detective Comics e Senhor Milagre, mas trabalhou para a Marvel Comics no título Visão e para a Vertigo Comics no título O Xerife da Babilônia.

Sobre o Ilustrador
Imagem da HQ Visão: Pouco pior que um homem
Imagem extraída da HQ Visão: Pouco pior que um homem
Gabriel Hernandez Walta é um artista e pintor espanhol, nascido em 1973 na cidade de Melilha na Espanha. Trabalha na editora Mavel Comics. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão Doutor Estranho, Visão, Magneto e outros.

Mas e aí? Já leram Visão? Deixem suas opiniões sobre o quadrinhos nos comentários e até a próxima postagem!
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Minhas Ilustrações #3 - Arte Vetorial Usando o Adobe Illustrator

Em
04 outubro, 2018
Por Nanda Sales
Oi Lebres! Tudo bem com vocês? Espero que sim! O quadro Minhas Ilustrações antou meio sumido né?! Bom, eu posso explicar. A verdade é que ando ilustrando muito pouco manualmente, mas isso também tem uma explicação. Em março desse ano, eu entrei em um curso profissionalizante de Arte Digital da Escola SAGA, e deste que comecei a frequentar as aulas ando produzindo MUITO, mas de formas diferentes. No módulo anterior, fui apresentada a um programa da Adobe chamado Illustrator, ele é feito exclusivamente para criações vetoriais, arte vetorial no geral. Vocês sabem o que é Arte Vetorial?
Arte ou Desenho Vetorial são imagens que utilizam formas geométricas, como linhas, curvas, pontos, formas e polígonos como base de sua construção, usando formulas matemáticas, essas formas são chamadas de vetores e dão nome a técnica. A diferença entre imagens vetoriais e imagens comuns é que as vetoriais se baseiam em cálculos matemáticos e as imagens comuns são construídas com pixels, por essa razão ao aumentar as imagens comuns, elas perdem a qualidade, enquanto uma vetorial (quando salva seguindo seu padrão) não.
Com o Illustrator, pude criar várias ilustrações legais e são algumas delas que quero mostrar para vocês. Lembrando que as imagens daqui foram salvas em formato PNG comum, por isso não será possível ver a qualidade real das mesmas (já que se eu colocasse elas com qualidade total aqui, a página ficaria carregando eternamente de tão pesado que seria). Bom, sem mais enrolação, vamos as ilustrações:

Essa ilustração vetorial foi uma das primeiras que fiz. Foi dito pelo professor para criarmos uma vetorização de algum personagem que gostarmos e eu optei por fazer a Princesa Caroço do desenho Hora de Aventura. No geral eu gostei do resultado, mas acho que mudaria as sombras das montanhas.

Essas vetorizações são mais foram feitas em momentos e técnicas diferentes. A primeira é um simples Vazo de Planta feita apenas usando as formas vetorizadas. Já a segunda é um Cogumelo do jogo Mário Bros e nele eu utilizei a ferramenta "Malha" que visa a criação de imagens vetoriais 3D.

Esses outros três utilizam a mesma técnica de criação de formas geométricas, por incrível que pareça. A primeira ilustração do He-Man foi feita para um trabalho, onde era exigido uma vetorização de qualquer personagem de forma mais detalhada, para ela utilizei basicamente linhas e o pincel (foi bem demorado de fazer na verdade). Para a segunda ilustração foi exigido a vetorização de qualquer personagem utilizando as técnicas aprendidas até então e eu escolhi os personagens Wirt e Gred do desenho Over The Garden Wall (O Segredo Além do Jardim). E a última só foi uma ilustração simples de um monstrinho.

Esse foi o meu trabalho de encerramento do Módulo de Arte Vetorial. Como estávamos em época de Copa do Mundo, meu professor pediu para que fizéssemos uma vetorização utilizando um jogador da Copa e eu acabei escolhendo um jogador da Rússia (pois a copa tinha sido lá e todos os outros alunos estavam escolhendo jogadores do Brasil ou jogadores mais famosos e eu queria fazer diferente).

Bom gente, esses foram algumas das ilustrações que andei fazendo, espero que tenham gostado. Se tiverem qualquer dúvida ou curiosidade, basta comentar tudinho na área de comentários abaixo!
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