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Resenha do livro Solaris

Em
18 abril, 2019
Por Dora Sales
Imagem do livro Solaris

Olá Lebres! A resenha de hoje é mais uma obra de ficção científica que li esse ano. Depois de ter visto esse livro em inúmeros blogs literários e perfis do Instagram, fiquei muito curiosa para ler Solaris, do autor polonês Stanislaw Lem, outro clássico que marcou a ficção científica. Vamos conhecer mais essa obra?
Resumo da obra: Quando o psicólogo Kris Kelvin chega em Solaris para estudar o oceano vivo – e possivelmente inteligente – que cobre a superfície do planeta, ele encontra colegas de trabalho hostis e amedrontados. Logo Kelvin descobre que esses respeitados cientistas estão sendo perturbados por estranhas aparições, que também começam a afetar sua própria percepção. O que ele vê são suas memórias mais obscuras e reprimidas, materializadas por obra de alguma misteriosa força atuante no planeta.Publicado pela primeira vez em 1961, este clássico da ficção científica, aqui traduzido diretamente do polonês, ganhou três adaptações cinematográficas, sendo que a versão dirigida por Andrei Tarkovsky em 1972, recebeu o Grand Prix no Festival de Cannes.
Capa do livro Solaris
Título original: Solaris
Autor: Stanislaw Lem
Tradução: Eneida Favre 
Número de páginas: 320
Editora: Aleph
Ano: 2017
Editores e Colaboradores: Daniel Lameira, Bárbara Prince, Renato Ritto
Idioma: Português (Brasil)
Preço: R$ 62,90
Minha Avaliação: 

Na trama, Kris Kelvin, um psicólogo da Terra, é enviado a Solaris na nave Prometeu para estudar o oceano vivo do planeta. Ao chegar no planeta é recebido no aeroporto por uma voz robótica que o deixa ligeiramente desconfortável e desconfiado.

Kelvin só conhece um cientista que habita o planeta, Gibarian, no entanto, quando chega na estação não é recebido por seu amigo, mas por Snaut, cientista que Kelvin apenas viu por fotos, assim como o outro colega de Gibarian, Sartorius. Snaut se recusa a informar o paradeiro de Gibarian e parece, na visão de Kelvin, estranhamente perturbado com alguma coisa, deixando o psicólogo irritado e assustado ao mesmo tempo, mas acaba por revelar a morte do cientista.

O planeta Solaris havia sido descoberto apenas cem anos antes do nascimento de Kelvin, possui dois Sóis, um vermelho e outro azul, e sua superfície é coberto por um oceano, objeto de estudo de Kelvin e razão da sua viagem até Solaris. Ele acredita que além do oceano ser um ser vivo, ele também é dotado de inteligência superior e vai até o planeta obter mais informações sobre os estudos dos demais cientistas em relação a isso.

Buscando por informações sobre morte de Gibarian, Kelvin visita seu quarto e lá encontra alguns papéis com informações importante sobre os estudos sobre o planeta e mais informações que o psicólogo não conhecia, mas tem sua investigação interrompida ao perceber que não está sozinho na estação, sendo surpreendido pela aparição de uma criatura corpulenta de aspecto humano e feminino.

Ao questionar Snaut sobre a estranha aparição, novamente não consegue tirar informações do cientista, além de que Gibarian havia cometido suicido vitimado por uma psicose. Kelvin então decide seguir os papeis deixados pelo amigo para descobrir o que está acontecendo com o planeta e a relação das aparições com o oceano vivo.

Achei o livro muito interessante, foi uma ótima leitura. Achei apenas que o autor se estende demais em alguns assuntos e isso acaba cansando um pouco o leitor. Mas e vocês, também tiveram essa mesma impressão? 

A edição da Editora Aleph tem, como sempre, um acabamento maravilhoso. O livro é em capa dura, possui coloração amarela nas bordas das páginas e desenhos com a mesma cor, fazendo referência ao planeta Solaris e suas características. Dividido em 14 capítulos curtos, possui notas sobre o autor e mede 21cm x 14 cm.

Sobre o Autor
Stanislaw Lem
Stanislaw Lem [Via: A Escotilha]
Stanislaw Lem nasceu em 1921, na Polônia. Estudou medicina e se tornou escritor em tempo integral de romances, contos, poemas e ensaios. Suas obras, a maioria de ficção científica, foram traduzidas para mais de 40 idiomas. Lem foi membro honorário da Science Fiction Writers of America (Associação de Escritores de Ficção Científica dos Estados Unidos) e membro da Academia Polonesa de Artes e Ciências. Faleceu em 2006.

Se você gostou dessa resenha, irá gostar também de:
Mas e aí? Já leram o livro Solaris? E clássico filme de 1972, dirigido por Andrei Tarkovsky? Não se esqueçam de comentar suas opiniões sobre o livro e sobre a resenha nos comentários e até a próxima postagem =D
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Resenha da HQ Minha Coisa Favorita é Monstro

Em
15 abril, 2019
Por Dora Sales
Imagem da HQ Minha Coisa Favorita é Monstro

Olá Lebres! A HQ de hoje é vencedora do prêmio Eisner de Melhor Álbum do Ano: Minha coisa favorita é monstro, da autora e ilustradora estreante Emil Ferris. Um quadrinho que eu estava louca para ler e fui presenteada pelo Grupo Companhia das Letras, através do selo Quadrinhos na Cia, com um exemplar. Vamos conhecer um pouco mais sobre a obra e sua autora?
Resumo da Obra: Com o tumultuado cenário político da Chicago dos anos 1960 como pano de fundo, Minha coisa favorita é monstro é narrado por Karen Reyes, uma garota de dez anos completamente alucinada por histórias de terror. No seu diário, todo feito em esferográfica, ela se desenha como uma jovem lobismoça e leva o leitor a uma incrível jornada pela iconografia dos filmes B de horror e das revistinhas de monstro. Quando Karen tenta desvendar o assassinato de sua bela e enigmática vizinha do andar de cima ― Anka Silverberg, uma sobrevivente do Holocausto ― assistimos ao desenrolar de histórias fascinantes de um elenco bizarro e sombrio de personagens: seu irmão Dezê, convocado a servir nas forças armadas e assombrado por um segredo do passado; o marido de Anka, Sam Silverberg, também conhecido como o jazzman “Hotstep”; o mafioso Sr. Gronan; a drag queen Franklin; e Sr. Chugg, o ventríloquo
Capa da HQ Minha Coisa Favorita é MonstroTítulo Original: My favorite thing is monsters 
Autor: Emil Ferris
Tradução: Érico Assis
Número de páginas: 416
Ano: 2019
Edição:
Editora: Quadrinhos na Cia
Idioma: Português (Brasil)
Preço de capa: de R$ 134,90
Minha Avaliação: 


Karen Reyes é uma garota de Chicago fascinada por monstros e que utiliza da arte para expressar essa fascinação, através de desenhos e rabiscos em seu caderno. Karen tem uma grande admiração por sua vizinha, a Sra. Anka Silverberg, uma linda mulher que sobreviveu a Segunda Guerra Mundial.

Todos os dias, antes de Karen ir para o colégio, a Sra. Silverberg presenteava a garota com duas fatias de pão de centeio, pedindo para que Karen os escondesse. No entanto, em 14 de fevereiro de 1968 o comportamento da vizinha muda completamente e ela se esquece desse velho hábito, deixando Karen um pouco confusa. Neste mesmo dia Anka Silverberg aparece morta em seu apartamento, com um tiro no peito.

Desconfiada do laudo dado pela policia, que afirma se tratar de um simples suicídio, Karen decide inventigar o assassinato e descobrir o autor do crime, mas ao longo do processo, acaba descobrindo informações sobre o passado de sua vizinha e seus segredos.
Imagem da HQ Minha Coisa Favorita é Monstro
Autorretrato de Emil Ferris por ela mesma.
Mais do que apresentar a trama da investigação, o quadrinho, que possui mais de 400 páginas, faz um tour pela vizinhança de Karen através dos desenhos que a garota faz em seu caderno. Karen, nos desenhos, representa a si mesma como um pequeno monstrinho e conta um pouco sobre cada pessoa presente em sua vida, seja o irmão mulherengo Dezê, sua mãe supersticiosa ou mesmo suas amizades e inimizades no colégio.

O grande destaque da HQ, como podem imaginar, é justamente sua arte rabiscada e extraordinária. Emil Ferris faz de sua obra uma grande homenagem não apenas aos clássicos do terror, mas também há pintura. O único ponto que posso destacar como "negativo" seria o excesso de páginas, que torna a leitura um pouco cansativa para quem deseja ler em uma tacada só.

A edição da editora Quadrinhos na Cia, selo do Grupo Companhia das Letras é em capa cartão em brochura com lombada quadrada em tamanho gigante, medindo 20,70 cm e 26,70 cm. Este volume possui todas as edições publicadas por Emil Ferris em My favorite thing is monsters Vol 1.

Sobre a Autora
Emil Ferris
Emil Ferris [Via: At Most Fear]
Emil Ferris é uma escritora americana, cartunista e designer, nascida em 1962, em Illinois, Chicago. Ferris estreou na publicação com sua graphic novel de 2017, My Favorite Thing Is Monsters. O romance conta uma história de amadurecimento de Karen Reyes, uma garota que cresceu na década de 1960 em Chicago, e é escrita e desenhada na forma do caderno do personagem. A graphic novel foi elogiada como uma "obra-prima" e uma das melhores histórias em quadrinhos por um novo autor. 

Mas e aí? Já leram Minha coisa favorita é monstro? O que acharam? Deixem suas opiniões sobre o quadrinhos nos comentários e até a próxima postagem!
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Resenha da HQ Matin Mystère O detetive do impossível: De repente, uma noite...

Em
11 abril, 2019
Por Dora Sales
Imagem da HQ Matin Mystère O detetive do impossível: De repente, uma noite...

Olá Lebres! A resenha de hoje será de uma HQ recebida diretamente da Mythos Editora, trata-se da HQ Os grandes enigmas de Martin Mystère O detetive do impossível: De repente, uma noite..., quinto volume desta série do personagem. Escrita por Paolo Morales e desenhada por Luisa Zancanella, é a primeira parte de duas histórias que compõem este arco investigativo. Vamos ler a resenha?

Resumo da obra: Após participarem de um baile de máscaras na noite anterior, o detetive Martin Mystère acorda e percebe que sua noiva, Diana, foi sequestrada. Tem início assim um verdadeiro martírio para o Detetive do Impossível, até ele descobrir o trágico destino que alguém reservou para Diana.
Capa da HQ Matin Mystère O detetive do impossível: De repente, uma noite...Roteiro: Paolo Morales
Desenhos: Luisa Zancanella
Tradução: Paulo Guanaes
Letras: Silvia Lucena 
Editores: Dorival Vitor Lopes
Número de páginas: 98
Editora: Mythos Editora
Volume: 5
Preço de capa: R$ 26,90
Minha Avaliação: 

Martin Mystère é uma série o gênero investigativo muito famosa na Itália e publicada atualmente pela Mythos Editora. A série faz parte da coleção Bonelli Comics junto com outras publicações da editora, como Tex, Dylan Dog, J. Kendall, etc e foi criada em 1982 por Alfredo Castelli. Assim como Dylan Dog, o volume pode ser lido sem a leitura dos volumes anteriores, no entanto, trata-se de uma história dividida em dois volumes, logo o próximo volume (que também será resenhado aqui no blog) também deve ser lido para ver a conclusão da história.

Na trama, o professor Martin Mystère e sua noiva Diana recebem um convite do professor Aldridge, com quem Diana teve um caso sentimental. Apesar de já ter morrido há muito tempo, o convite para uma estranha festa à mascaras é feito em seu nome, prometendo que os convidados serão testemunhas de um grande evento que mudará suas vidas para sempre.

Durante a festa Martin e Diana se separam, sendo atraídos por outros convidados. Martin conhece uma bela mulher, enquanto Diana conhece o irresistível indiano Asoka Surya. Diante desses abalos de fidelidade, o casal não consegue conversar sobre o que ocorreu na festa. Ao amanhecer Mystère percebe a ausência de sua noiva e ao tentar encontrar seu paradeiro descobre que todos de quem precisa estão ausentes e não podem ajudá-lo.

Ai ir novamente à mansão onde a festa foi realizada, não encontra nenhuma evidencia sobre a associação cultural responsável pelo evento. No entanto, ao revirar o lixo encontra orgãos internos que foram arrancados de uma mulher. De quem será esses órgãos? A onde está Diana?

Seu próximo passo é se lembrar das mulheres presentes na festa, a começar pela bela mulher misteriosa que conheceu. Onde poderia encontrá-la? Quem é ela? Será que conhecia algum convidado da festa? Os mistérios só continuam.

Também não havia lido nada do personagem Martin Mystère e me surpreendi muito com este volume. A trama é atraente, misteriosa e prende a atenção do leitor, deixando-o sedento por saber o que irá acontecer em seguida. Além do roteiro, a arte de Luisa Zancanella é um espetáculo a parte e também merece créditos.

A edição da Mythos Editora é um lançamento de 2019, está em formato pequeno (21x16), em capa cartão e lombada quadrada. Possui ao todo 98 páginas e sendo originalmente publicada em Dylan Dog nº 217, em setembro de 2000, Itália. A edição conta com prefácio escrito por Júlio Schneider, recapitulando a história do personagem.

Sobre o Autor
Paolo Morales
Paolo Morales [Via: Google]
Paolo Morales foi um roteirista nascido em 23 de agosto de 1956, em Roma, Itália. Começou a desenhar bem jovem, e teve seus primeiros trabalhos publicados por intermédio do estúdio Giolitti, em 1978. Começou a trabalhar com a SBE em 1991, desenhando Martin Mystere. Faleceu em janeiro de 2013, deixando inúmeros roteiros inéditos que aos poucos vem sendo lançados.
Sobre a Ilustradora
Luisa Zancanella
Imagem extraída da HQ Martin Mystère: De repente, uma noite...
Luisa Zancanella é uma artista de quadrinhos, nascida em Trento, norte da Itália, em 1953. Formada pelo Instituto de Arte da sua cidade, trabalhou alguns anos com decoração e restauração de ´pinturas em madeira, para depois estudar design e partir para o mundo da publicidade. Passou a ilustrar cenários para desenhos animados, até ter a chance de trabalhar com histórias em quadrinhos. 
Mas e aí? Conhecem o personagem Martin Mystère? Já leram algum de seus quadrinhos? Estão acompanhando as publicações da Mythos Editora? Deixem suas opiniões nos comentários e até a próxima postagem!
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Resenha da HQ Isto não é um assassino

Em
08 abril, 2019
Por Dora Sales
Imagem da HQ Isto não é um assassino

Olá Lebres! A resenha de hoje é da HQ nacional Isto não é um assassino, obra escrita por Hugo Aguiar e desenhada por Gustavo Machado em 2018, que recebi recentemente da Editora Sesi-SP. Vamos conhecer um pouco a obra?
Resumo da obra: “Doutor, todas as noites eu tenho o mesmo sonho, mas no final, eu não consigo vê-lo”. Em uma homenagem ao pintor belga René Magritte (1898-1967), neste livro nem tudo é o que parece ser. Na busca pelo desconhecido, ache em sua mente um significado para as imagens. Baseado em fatos surreais, Isto Não É Um Assassino tem roteiro de Hugo Aguiar e arte de Gustavo Machado.
Capa da HQ Isto não é um assassino
Título: Isto não é um assassino
Roteiro: Hugo Aguiar
Desenho: Gustavo Machado
Número de Páginas: 56
Editora: Sesi-SP
Ano: 2018
Idioma: Português (Brasil)
Preço: R$ 34,00
Minha Avaliação: ★★★

Isto não é um assassino é uma obra que homenageia um dos principais nomes do surrealismo, o pintor belga René Magritte. Para realizar essa homenagem, Hugo Aguiar e Gustavo Machado criam uma pequena narrativa inspirada na obra “Le fils de l’homme”, de 1946, onde um homem é representado com um sobretudo e um chapéu coco, em frente a uma mureta, e com o rosto escondido por uma maçã verde pairando no ar. Tal obra foi pintada como um autorretrato de Magritte.

Essa, no entanto, não é a única pintura de René Magritte presente no quadrinho, outras obras fazem uma ponta nos desenhos de Gustavo Machado, como por exemplo “L’homme ou chapeau melon”. Em Isto não é um assassino, um homem é perseguido por um estranho sonho, onde sua pintura ganha vida e mata sua esposa. No entanto, o rosto do assassino nunca é visto.

O grande destaque do quadrinho, além da arte surrealista incrível de Gustavo Machado e as belíssimas referências às pinturas de René Magritte, é a interação que o quadrinho tem com o leitor ao “revelar” o rosto do assassino.

A edição da Sesi-SP é bastante bonita, apesar da simplicidade. Ela utiliza das pinturas não apenas para compor a narrativa, mas para compor o design da edição. Com 56 páginas, a HQ é impressa em papel pólen bold, em preto e branco e mede 24,2 cm X 17 cm.

Sobre o Autor e Ilustrador
Gustavo Machado
Imagem extraída da HQ Isto não é um assassino, by Gustavo Machado
Hugo Aguiar, desistente de cinco faculdades, formou-se em Design Gráfico. Trabalha com Design Editorial desde 2013. Em 2016, publicou a web quadrinho Isto Não é Um Assassino, em parceria com o ilustrador Gustavo Machado, homenageando o pintor belga René Magritte, que foi indicada ao 29º Troféu HQMIX, em 2017, na categoria Melhor Web Quadrinhos, posteriormente, selecionada pelo Challenge Digital 2018 para exposição no 45º Festival International de la Bande Dessinée d’Angoulême e, agora, publicada no formato impresso pela SESI-SP Editora.

Gustavo Machado começou como desenhista profissional em 1977, na revista em quadrinhos do Sítio do Pica-Pau Amarelo. Mudou-se para São Paulo e, de 1983 a 1988, trabalhou fazendo desenhos animados para vários estúdios da capital paulista. Criou os modelos das figuras da Xuxa e Gugu Liberato para uso em histórias em quadrinhos. De 1988 a 1997, desenhou vários personagens, como: Zé Carioca, Os Trapalhões, Sergio Mallandro, Corcunda de Notre Dame, Hércules, Mulan e Tarzan. Recebeu dois  prêmios Abril de Jornalismo, dois prêmios Angelo Agostini e dois troféus Dona Beja de Quadrinhos. Em 2015, no 31º Troféu Angelo Agostini, foi homenageado como “Mestre do Quadrinho Nacional”. Em 2016, em parceria com Hugo Aguiar, desenhou a HQ Isso Não é Um Assassino, uma homenagem aos 50 anos de morte do pintor René Magritte.

Sobre René Magritte
René Magritte
Le fils de l'homme [Via: Pinterest]
René François Ghislain Magritte foi um dos principais artistas surrealistas do século XX. Nascido em 21 de novembro de 1898, na cidade de Lessines, na Bélgica, tornou-se um dos expoentes do surrealismo belga, ao lado de Paul Delvaux. René Magritte faleceu em 15 de agosto de 1967, em decorrência do câncer. Seu trabalho foi influência primária para muitos artistas pop, como Andy Warhol, e continua sendo reverenciado no mundo todo..

Mas e aí? Já leram Isto não é um assassinno? Curtiram a resenha e desejam ter outros quadrinhos da Sesi-SP sendo resenhado aqui? Deixem suas opiniões e dicas nos comentários e até a próxima postagem!
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Resenha do livro 2001: Uma odisseia no espaço

Em
04 abril, 2019
Por Dora Sales
Imagem do livro 2001: Uma odisseia no espaço

Olá Lebres! A resenha de hoje é mais uma obra de ficção científica lida por mim. Desta vez finalmente tomei coragem para ler o clássico 2001: Uma odisseia no espaço, romance escrito por Arthur C. Clarke simultaneamente com o roteiro do filme, dirigido por Stanley Kubrick. Vamos conhecer mais essa obra?
Resumo da obra: No alvorecer da humanidade, a fome e os predadores já ameaçavam de extinção a incipiente espécie humana. Até que a chegada de um objeto impossível, além da compreensão das mentes limitadas do homem pré-histórico, prenunciasse o caminho da evolução. Milhões de anos depois, a descoberta de um enigmático monólito soterrado na Lua deixa os cientistas perplexos. Para investigar esse mistério, a Terra envia para o espaço uma nave tripulada por uma equipe altamente treinada, assistida por um computador autoconsciente. Do passado distante ao ano de 2001, da África a Júpiter, dos homens-macacos à inteligência artificial HAL 9000, penetre a visão de um futuro que poderia ter sido, uma sofisticada alegoria sobre a história do mundo idealizada pela mente brilhante de Arthur C. Clarke e imortalizada nas telas do cinema por Stanley Kubrick.   
Capa do livro 2001: Uma odisseia no espaço
Título original: 2001: A space odyssey
Autor: Arthur C. Clarke
Tradução: Fábio Fernandes 
Número de páginas: 336
Editora: Aleph
Ano: 2013
Editores e Colaboradores: Giovana Gatti, Raphael Rodrigues
Idioma: Português (Brasil)
Preço: R$ 58,00
Minha Avaliação: 

Há cerca de 2 anos, procurando conhecer as maiores obras primas do cinema, assisti ao filme 2001: Uma odisseia no espaço, dirigido pelo mestre Stanley Kubrick e roteirizado por Kubrick e Clarke. Confesso que apesar de achar o filme visualmente lindo e trama bastante interessante, achei a primeira hora de filme (que possui 3 horas ao todo) extremamente cansativa e o final confuso. Isso durante muito tempo fez com que eu fugisse de assistir ao filme novamente e de ler o livro.

A partir do momento que comecei a me interessar por livros de ficção científica, percebi que teria que ler uma hora ou outra o livro de Arthur C. Clarke. Apesar de ler demorado, essa hora chegou e irei contar a história da obra e a minha experiência de leitura à vocês.

O livro inicia milhões de anos atrás, quando os seres humanos ainda não existiam e em seu lugar viviam homens-macacos, seus ancestrais. Tais indivíduos não possuíam ainda um intelecto avançado e, portanto, viviam de maneira bastante primitiva, até que um estranho monólito surge misteriosamente na Terra, sendo tocado por um desses homens-macacos. A partir deste ato, o indivíduo passa a liderar o seu grupo, que por sua vez passa a se desenvolver e a criar ferramentas para sobrevivência, marcando a primeira etapa da civilização.

A história avança para o ano 1999, marcado por grandes avanços tecnológicos e exploração espacial. Um outro monólito é descoberto nas crateras da Lua e ao entrar em contato com pesquisadores, acaba emitindo um estranho sinal em direção as luas de Saturno.

Imagem extraída do livro 2001: Uma odisseia no espaço - Edição Comemorativa 50 anos, by: João Ruas
É aí que, em 2001, David Bowman e outros astronautas partem em uma nave rumo a Saturno. A nave é comandada por HAL 9000, um supercomputador feito com base em uma mente humana, programado par não cometer falhas. No entanto, a nave passa a apresentar problemas e os astronautas começam a desconfiar que HAL está escondendo alguma coisa.

Mais do que apresentar uma história espacial, o livro deixa questionamentos sobre o que de fato é o homem e utiliza a inteligência artificial HAL 9000 para trazer este questionamento. Se ser humano é possuir consciencia, HAL é humano? Os homens-macacos, o que eram? E o monólito? Quem o criou e/ou o enviou até nós? 2001: Uma odisseia no espaço é, assim como Planeta dos Macacos, uma grande crítica social, que nos faz refletir sobre situações atuais e indagar sobre nossas próprias atitudes e pensamentos.

A edição da Editora Aleph tem um lindíssimo acabamento. O livro vem dentro de uma capa para a proteção e, principalmente, apresentação do livro, mostrando o título da obra e o resumo, porém, o livro em si é completamente preto, imitando o famoso monólito, presente na obra. Dividido em 6 partes, possui prefácio, notas sobre o autor e mede 21cm x 14 cm

Sobre o Autor

Arthur C. Clarke [Via: PraBook]
Arthur Charles Clarke, mais conhecido como Arthur C. Clarke foi um escritor e inventor britânico radicado no Sri Lanka, autor de obras de divulgação científica e de ficção científica como o conto The Sentinel, que deu origem ao filme 2001: Uma Odisséia no Espaço e o premiado Encontro com Rama. Nasceu em Minehead, Somerset, Inglaterra em 16 de dezembro de 1917 e morreu em Colombo, Sri Lanka em 19 de março de 2008.

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Mas e aí? Já leram o livro 2001: Uma odisseia no espaço? E o filme, já assistiram? Não se esqueçam de comentar suas opiniões sobre o livro e sobre a resenha nos comentários e até a próxima postagem =D
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Resenha da HQ Dylan Dog: O guardião da memória

Em
01 abril, 2019
Por Dora Sales
Imagem da HQ Dylan Dog: O guardião de memória

Olá Lebres! A resenha de hoje será de uma HQ recebida diretamente da Mythos Editora, trata-se da HQ Dylan Dog: O guardião da memória, sexto volume desta série do personagem, que acompanha o investigador do pesadelo em mais uma de suas grandes aventuras. Vamos ler a resenha?
Resumo da obra: O Guardião da Memória - Em nenhum tempo, em nenhum lugar... Só ali se pode encontrar a memória perdida: nos arquivos de um Inferno, bem guardada por funcionários eficientes. Quem é, realmente, Gordon Skindler, um assassino comum ou um anjo caído? Terá traído a sua missão e escondido uma verdade terrível por trás do véu da amnésia? Terá feito tudo isso por amor, para deter as engrenagens do destino e fugir de si mesmo... do Guardião da Memória?
Capa da HQ Dylan Dog: O guardião de memóriaRoteiro: Carlo Ambrosini
Desenhos: Carlo Ambrosini
Tradução: Júlio Schneider
Letras: Silvia Lucena 
Editores: Dorival Vitor Lopes
Número de páginas: 98
Editora: Mythos Editora
Volume: 6
Preço de capa: R$ 26,90
Minha Avaliação: ★☆

Dylan Dog é uma série o gênero de terror investigativo muito famosa na Itália e publicada atualmente pela Mythos Editora. A série faz parte da coleção Bonelli Comics junto com outras publicações da editora, como Tex, Martin Mystère, J. Kendall, etc e foi criada em 1986 por Tiziano Sclavi e Claudio Villa. Apesar desse volume se tratar do sexto volume da segunda série de Dylan Dog, compreende apesar uma história individual e, portanto, pode ser lida por qualquer leitor, sendo ele conhecedor ou não da história do personagem.

Na trama, o investigador Dylan Dog está tendo um pesadelo, onde se encontra amarrado em uma prisão sem lembranças de onde está e como foi para lá, sendo visitado por um estranho psiquiatra. É acordado e tem que voltar a suas atividades rotineiras, tendo que visitar um misterioso admirador de seu trabalho, Gordon Skindler, que se encontra preso e a beira da morte, sendo este homem bastante parecido com o psiquiatra do sonho de Dylan.

Skindler possui uma filha, com quem não tem contato há anos, e deseja revê-la. Ocorre que Skindler é um anjo e sua filha esta com amnésia e sob forte influencia de um demônio, com quem se casou, e o paciente precisa da ajuda de Dylan Dog para salvar sua filha antes que seja tarde. O demônio é Dr. Sabbarna, um milionário dono de um imenso laboratório, onde faz autópsias em suas cobaias, fato que desagrada sua esposa, Laura.

Após este péssimo dia vivido por Dylan, ele volta à sua casa e adormece, sonhando novamente com a prisão, tendo que fugir e confrontar suas memórias mais perturbadoras durante o processo. O que estes sonhos querem mostrar para Dylan Dog? Quem é Sabbarna e o que ele deseja de Laura? Estas são algumas das perguntas que o investigador terá que desvendar para que consiga ajudar Skindler.

Apesar de já ter ouvido falarem muito bem dos quadrinhos de Dylan Dog, este é o meu primeiro contato com o personagem e suas histórias. Adorei conhecê-lo e fiquei bastante satisfeita com este volume. A trama, apesar da simplicidade, é muito bem desenvolvida por Carlo Amdrosini e os desenhos do artista são lindíssimos. Recomendo bastante para os leitores que gostam de aventuras investigativas.

A edição da Mythos Editora é um lançamento de 2019, está em formato pequeno (21x16), em capa cartão e lombada quadrada. Possui ao todo 98 páginas e sendo originalmente publicada em Dylan Dog nº 108, em setembro de 1995, Itália. A edição conta com prefácio escrito pelo tradutor Júlio Schneider, recapitulando a história do personagem.

Sobre o autor e ilustrador
Carlo Ambrosini
Carlo Ambrosini [Google]
Carlo Ambrosini é um artista e escritor italiano de quadrinhos, nascido em Azzano Mella, perto de Brescia (Lombardia) em 15 de abril de 1954. Começou a desenhar quadrinhos em 1976 para a editora Dardo com algumas histórias de guerra. Mais tarde colaborou com Editoriale Corno, Ediperiodici e Mondadori. Em 1980, ele começou sua colaboração com Sergio Bonelli Editore, o maior editor de quadrinhos da Itália, com alguns episódios de Ken Parker escritos por Giancarlo Berardi . Em 1987, a arte de Ambrosini apareceu em Dylan Dog, para o qual ele também escreveu uma história em 1994. Em 1997, também por Bonelli, ele lançou a nova série Napoleone , inteiramente produzida por ele.
Mas e aí? Conhecem o personagem Dylan Dog? Já leram algum de seus quadrinhos? Estão acompanhando as publicações da Mythos Editora? Deixem suas opiniões nos comentários e até a próxima postagem!
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Resenha da HQ Hellblazer Infernal Vol. 2: Sangue Real

Em
28 março, 2019
Por Dora Sales
Capa da HQ Hellblazer Infernal Vol.2: Sangue Real

Olá Lebres! A HQ de hoje é o primeiro volume de Hellblazer Infernal intitulado Sangue Real. O volume é uma continuação direta de Hábitos Perigosos, onde John Constantine se encontra finalmente em paz, se tratando de sua vida amorosa, no entanto, os demônios a sua volta não lhe dão descanso. Vamos conhecer melhor esta obra?
Resumo da obra: Após praticar uma boa ação ao ajudar o fantasma do senhor da dança, Constantine acaba se esquecendo de comprar um presente de Natal para sua namorada Kit, no entanto, as coisas não podiam estar melhores na vida pessoal de John, até que ele recebe uma mensagem do Rei dos Vampiros, que lhe deseja fazer uma proposta irrecusável. Além disso, um conhecido demônio reaparece em Londres, massacrando diversas pessoas de maneira semelhante ao assassino Jack, O estripador. Cabe ao mago John Constantine investigar a situação e por um fim neste problema.
Capa da HQ Hellblazer Infernal Vol. 2: Sangue RealRoteiro: Garth Ennis
Desenhos: William Simpson
Cores: Tom Ziuko
Tradução: Guilherme da Silva Braga
Letras: Daniel de Rosa 
Editores: Fabiano Denardin
Número de páginas: 196
Editora: Panini
Volume: 2
Preço de capa: R$ 28,90
Minha Avaliação: 

Este volume, apesar de não ser tão bom, no quesito roteiro, quanto o anterior, é bastante marcante principalmente pelo arco de histórias que dá título a este encadernado. Na trama Sangue Real, o demônio calibraxis retorna após ter possuído o terrível Jack, O estripador, desta vez sua fúria está ainda maior e seus massacres ainda mais violentos.

John Constantine é chamado para investigar os assassinatos e descobrir uma forma de acabar com eles. Mas o que realmente faz com que Constantine aceite o caso está no fato de que o hospedeiro deste demônio ser um respeitado e amado membro da Família Real britânica.

Apesar de não se tratar de uma trama original, este arco de histórias chama a atenção por sua excessiva violência ao mostrar os crimes sendo cometidos por Calibraxis, pelo carísma e astúcia de John (claro) e pelo seu desfecho, que apesar de previsível, é ao mesmo tempo bastante empolgante.

A edição da Panini é um relançamento de 2014, está em formato americano (17 x 26), em capa cartão, lombada quadrada e papel LWC. Possui ao todo 196 páginas e engloba as edições 49-55 de Hellblazer intituladas: O senhor da dança; Vidas notáveis; Conte até 10 e Sangue Real dividido em quatro partes. 

Sobre o Autor
Garth Ennis
Garth Ennis
Garth Ennis é um roteirista de história em quadrinhos norte-irlandês. Nasceu em 16 de janeiro de 1970 na cidade de Belfast, Irlanda do Norte, conhecido por seus trabalhos nas editoras DC Comics, o selo Vertigo e Marvel Comics. Dentre seus trabalhos mais conhecidos estão Hellblazer Infernal, Justiceiro, Juiz Dredd, entre outros.

Sobre o Ilustrador
William Simpson
William Simpson [Via: Wikipédia]
William Simpson é um artista de quadrinhos nascido na Irlanda do Norte, conhecido por seus trabalhos nos títulos Hellblazer Infernal, Homem Animal, Excalibur, Justiceiro, entre outros.

Mas e aí? Já leram Hellblazer Infernal ou algum quadrinho do John Constantine? Deixem suas opiniões nos comentários e até a próxima postagem!
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